Amanhã, onde vamos?
Aldeia do Cabroelo e Museu da Broa

Aldeia do Cabroelo e Museu da Broa

Já há algum tempo que queria conhecer três lugares encantados pertencentes ao concelho de Penafiel: Aldeia preservada de Cabroelo, Museu da Broa e Aldeia preservada de Quintandona. Já os tinha visitado virtualmente vezes sem conta e ansiava pelo dia em que poderia pisar o chão de cada um deles. Por isso no dia 18 de Março perante a pergunta “amanhã, onde vamos?”, não me surgiram grandes dúvidas.

Encontrámos a Aldeia Preservada de Cabroelo por volta das 15 horas. Cabroelo pertence ao distrito do Porto, concelho de Penafiel, freguesia de Capela e está inserida no meio natural e paisagístico da Serra da Boneca e do vale do Rio Mau. Cabroelo encontra-se integrada na rede “Aldeias de Portugal”, proporcionando a quem a visita uma vista deslumbrante e uma paz intensa.

À chegada encontrámos a Capela de S. Mateus que data do ano de 1872.

 

Em Cabroelo, as construções são maioritariamente em granito, as eiras em xisto e os pequenos espigueiros em madeira.

A paisagem verde e o sol por sinal bem sorridente neste dia fizeram com que apreciássemos genuinamente a beleza e a calma desta aldeia. A população de Cabroelo dedica-se fundamentalmente à agricultura verificando-se a existência de inúmeros campos cultivados e bem cuidados.

Erradamente, julgávamos que o Museu da Broa estaria ali a escassos metros. Caminhámos, caminhámos e do Museu da Broa nem sinal. Nem placa a indicar a sua localização. Decidimos observar o mapa, localizado em frente da Capela de S. Mateus.

Percebemos que afinal ainda estávamos um pouco longe do Museu da Broa mas como devemos conhecer “as gentes” das terras por onde passamos fui ter com um senhor para lhe pedir orientações. Um senhor simpático, da terra, muito conversador.

Quando lhe perguntei se podíamos ir a pé até ao Museu da Broa a sua resposta foi “até podem… mas eu acho que ir a pé para lá é castigo… eu não ia.” Aproveitei e perguntei-lhe por Quintandona e este senhor muito rapidamente “Isto aqui é bonito… mas Quintandona é muito mais”. “E do Museu da Broa a Quintandona podemos ir a pé?”, perguntei-lhe de seguida. Mais uma vez, este senhor de sorriso fácil, riu-se e disse “olhe eu continuo a achar que ir a pé é castigo… é que ainda são alguns quilómetros.”

Agradecemos as orientações e a curta conversa. O desejo de uma excelente tarde foi mútuo e partimos rumo ao Museu da Broa. Percebemos que afinal os três lugares encantados destinados a serem visitados nesta tarde de sol não estavam assim tão próximos uns dos outros como julgávamos.

Seguiu-se uma viagem de carro de cerca de 10 minutos e eis que encontrámos à nossa direita o Museu da Broa. É, sem dúvida, um local de extrema beleza. Quando chegámos, encontravam-se várias pessoas a visitar e a fotografar este diferente Museu.

O Museu da Broa é composto por seis moinhos recuperados e funcionais distribuídos ao longo do ribeiro da Trunqueira. As mós destes moinhos trabalhavam arduamente para que se produzisse a farinha que dava o sustento aos nossos antepassados: a broa, alimento típico do local.

Trata-se um lugar que vale a pena ser conhecido e apreciado sem pressa. Observar os moinhos, admirar a trajetória da água, sentir os cheiros e escutar os sons que dali emergem é obrigatório. Este Museu é merecedor desta calma por parte de quem o visita. É digno disso.

Saímos do Museu da Broa com o desejo de lá voltarmos e seguimos rumo a Quintandona. Se quiser conhecer esta aldeia preservada siga-nos, por aqui.

*Passeio realizado no dia 19 de Março de 2017.

 

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